A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira que os casos de sarampo na Europa aumentaram em mais de 30% durante os primeiros dez meses de 2023 em comparação com o ano anterior. A informação foi divulgada pela filial europeia da OMS, que insta os cidadãos a promoverem uma campanha mais robusta de imunização por meio da vacinação.

“Entre janeiro e outubro de 2023, foram relatados mais de 30.000 casos de sarampo em 40 dos 53 países europeus.”

Alguns desses países se estendem até a Ásia Central, e Rússia e Cazaquistão registraram mais de 10.000 casos cada um. Na Europa Ocidental, o Reino Unido liderou em número de casos, com cerca de 183.

Esses números representam um aumento significativo em relação a 2022, quando apenas 941 casos de sarampo foram relatados em toda a Europa. O sarampo já havia sido considerado uma doença erradicada, mas a falta de vacinação contribuiu para o aumento dos casos.

“Na Europa, não apenas vimos um aumento de 30% nos casos de sarampo, mas também registramos mais de 21.000 hospitalizações e cinco mortes relacionadas ao sarampo. Isso é preocupante”, explicou Hans Kluge, diretor da filial europeia da OMS, que pediu esforços urgentes na área de imunização. “São necessários esforços urgentes de vacinação para interromper a transmissão e prevenir a propagação”, acrescentou Kluge.

Embora o sarampo estivesse sob controle na Europa, ele ressurgiu, especialmente devido ao contexto da pandemia de COVID-19. O número de vacinações diminuiu, e o sarampo é altamente contagioso, transmitido pelo ar.

“A pandemia de COVID-19 teve um impacto significativo no desempenho do sistema de vacinação durante este período, levando ao aumento de crianças não vacinadas ou insuficientemente vacinadas”, explicou a OMS, que pede uma campanha mais abrangente de vacinação na Europa.

A Organização estima que mais de 1,8 milhão de crianças não tenham sido vacinadas entre 2020 e 2022 na região. A situação é alarmante e requer uma resposta imediata para evitar surtos generalizados de sarampo e proteger a saúde pública.

Daniel dedica-se a explorar e analisar os complexos contextos sociopolíticos de Portugal e da Europa.