Hoje, em declarações à imprensa, Luís Montenegro, líder do PSD, não poupou críticas ao líder do PS, Pedro Nuno Santos, sugerindo que este possui um “cadastro político” que o torna inadequado para liderar Portugal. Montenegro levantou várias questões críticas sobre o desempenho de Pedro Nuno Santos como Ministro das Infraestruturas e da Habitação, argumentando que o país não precisa da experiência dele.

Montenegro questionou a eficácia das políticas de Pedro Nuno Santos, alegando que adiou importantes investimentos em rodovias e ferrovias, prejudicando a competitividade da economia e das regiões do país. Ele também mencionou a polêmica decisão de pagar uma indemnização no valor de 500 milhões de euros a Alexandra Reis, que, segundo Montenegro, foi tomada de forma precipitada através de uma mensagem de WhatsApp.

O líder do PSD foi incisivo em sua crítica a Pedro Nuno Santos, afirmando que este não é um “cartão de visita” para Portugal, mas sim um histórico político problemático que mina a confiança dos portugueses em sua capacidade de governar.

Montenegro aproveitou a oportunidade para destacar as diferenças entre o projeto do PSD e o do PS, afirmando que os social-democratas estão preparados para oferecer uma alternativa sólida. Ele enfatizou a experiência política, profissional e de vida do partido como recursos valiosos para proporcionar aos portugueses um projeto de mudança, desenvolvimento e prosperidade.

Ele também mencionou que as propostas apresentadas pelo PSD nos últimos meses têm demonstrado a adequação das políticas do partido. Segundo Montenegro, o PS e Pedro Nuno Santos têm frequentemente mudado de posição, fazendo o oposto do que haviam afirmado anteriormente. O líder do PSD citou exemplos, como a defesa de um programa de emergência social para Portugal, que posteriormente foi adotado pelo governo, e a promoção de políticas públicas na área da habitação, que, segundo Montenegro, têm sido mais apoiadas pelos agentes no terreno do que as propostas do governo.

Luís Montenegro deixou claro que o PSD está empenhado em apresentar uma alternativa sólida e coerente às políticas atuais e ao governo liderado pelo PS. Suas críticas a Pedro Nuno Santos e a sua apresentação de um projeto alternativo fazem parte dos preparativos do partido para as eleições e a sua busca pelo apoio dos eleitores.